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sábado, 14 de maio de 2011

As Iniciativas Ambientais dos Campos de Golfe em Portugal








Os campos de golfe em Portugal estão a nascer com a ideia de salvaguardar uma zona de excelência de espaços verdes. Os empreendimentos são projectados, de acordo com um elevado enquadramento paisagístico, uma baixa densidade habitacional, uma utilização sensível da topografia e protecção dos habitats naturais, assim como promovendo uma flora diversificada e autóctone.



Os projectos contemplam a preservação de zonas de REN (Reserva Ecológica Nacional) e RAN (Reserva Agrícola Nacional), procedendo-se à elaboração e aprovação dos Estudos de Impacte Ambiental para as três fases do empreendimento. Deste modo toda a obra e exploração são conduzidas de acordo com os mais exigentes requisitos ambientais.



Os campos de golfe de 9, 18, 27 ou 36 buracos são integrados na paisagem natural tendo, desde a sua fase de construção, um elevado sentido de minimização dos impactes ambientais. A sua actual manutenção e exploração são objecto de um rigoroso controlo ambiental, atestado pela obtenção da certificação ambiental pela Norma NP EN ISO 14001.



A chave para uma correcta gestão ambiental e da qualidade das actividades dos campos de golfe, garantindo o cumprimento dos requisitos da certificação, passam, nomeadamente: pala protecção de vida selvagem, pelo controlo da utilização de químicos e fertilizantes, pela optimização dos consumos de água, pelo controlo da qualidade da água, pela gestão dos resíduos produzidos, pelo controlo dos consumos energéticos e de combustíveis, pelo controlo das emissões de ruído, pelo respeito pelas normas de segurança e higiene e através dum eficaz programa de objectivos e metas e de auditorias.



No entanto, as boas práticas ambientais para a gestão dos campos de golfe vão além do cumprimento da legislação ambiental e da certificação, como é o exemplo duma forte aposta na formação, sensibilização e informação de todas as partes interessadas (colaboradores, residentes, jogadores de golfe, visitantes, accionistas, comunidade envolvente, fornecedores, autoridades competentes, entre outros).



Nos últimos anos, várias medidas têm vindo a ser adoptadas com resultados positivos e bastante significativos, visto que a salvaguarda do ambiente constitui nos campos de golfe uma prioridade e preocupação constantes. Essa preocupação passa pela forte redução de produtos químicos e fertilizantes, bem como o consumo de combustíveis, areias e outros consumíveis. No que toca aos consumos de energia eléctrica, água para rega e instalações administrativas registou-se igualmente uma redução, tendo-se verificado o aumento do número de espécies de fauna.



A água que é utilizada para a rega do campo de golfe é alvo de análises químicas periódicas, atestando a sua adequabilidade, tal como é efectuado o controlo de todos os efluentes, evidenciando o cumprimento das regras legislativas e camarárias. Os consumos de água são optimizados recorrendo à rega informatizada do campo de golfe, à gestão adequada dos furos e lagos, ao controlo dos níveis do aquífero, à utilização de dados meteorológicos, etc.



Ao nível da gestão de resíduos está-se a apostar cada vez mais numa politica de redução ou reutilização. No entanto, todos os resíduos produzidos são recolhidos, registados e armazenados em local próprio, de acordo com todas as regras de segurança e ambientais, sendo posteriormente encaminhados para um destino final adequado, recorrendo para o efeito apenas a operadores licenciados. Esta politica na gestão de resíduos alargou-se igualmente aos resíduos originados por toda a actividade de construção dentro dos campos de golfe, sendo exigido a todos os construtores e donos de obra que respeitem a legislação ambiental em vigor.



Actualmente a maior aposta vai para as questões de eficiência energética. Neste sentido, procede-se à instalação de painéis solares para o aquecimento das águas e à introdução de painéis fotovoltaicos nos Clubhouses e locais de manutenção para a produção de energia.



Destarte, os campos de golfe em Portugal, assumem, na sua politica de quialidade e ambiente, uma correcta gestão dos recursos naturais, indo ao encontro do conceito de desenvolvimento sustentável.




terça-feira, 10 de maio de 2011

A relação entre o crescimento demográfico e o ambiente

Actualmente, o tamanho e o crescimento da população humana é um dos temas mais controversos entre ambientalistas. Tem um impacto profundo em toda a vida na terra, contudo por décadas foi cuidadosamente ausente do debate político.


A meu ver, a industrialização, o consumo excessivo, e o crescimento elevado da população são uma realidade que nos vão acompanhar durante muito tempo. Por isso, com o elevado crescimento da população estes problemas acima enunciados serão agravados ao longo de cada ano.


Na minha opinião, será muito difícil reduzirmos a população humana apenas controlando a sociedade. Somente aumentará, nunca contando que os avanços médicos progridem, consequentemente a esperança média de vida aumenta e contando também que o estilo de vida tecnológica torna as nações industrializadas viciadas no mesmo.


Mais cedo ou mais tarde, a ciência terá que fundir o que é real com o que é considerado neste momento ficção científica. Ou seja, possivelmente precisaremos de deixar o planeta terra e procurar outros corpos planetários. E, talvez lá, consigamos aprender com os erros feitos na terra. A ironia, naturalmente, é que serão provavelmente as nações mais ricas, industrializadas na terra, que serão as primeiras a sair.


O silêncio relativamente ao crescimento demográfico tem-se protelado por muito tempo e com consequências terríveis. Nós temos agora aproximadamente mais 4 mil milhões de pessoas desde 1950 e podemos caminhar para os 9 mil milhões em 2050.


Portanto, a pergunta que coloco não é simplesmente a nível do crescimento demográfico rápido que coloca um problema para a sustentabilidade ambiental. A pergunta seguinte é o que reduz o tamanho médio das famílias? A resposta é muito simples: há uma necessidade enorme para o planeamento familiar em torno do mundo, visto que aproximadamente 40% dos nascimentos no mundo inteiro são sem intenção.


Apesar de alguns activistas insistirem que tomar medidas para influenciar o crescimento demográfico transgride os direitos humanos, do meu ponto de vista, seria uma solução que traria resultados muito benéficos a todos os níveis, a título de exemplo: económicos, sociais, ambientais, etc.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Como conciliar a Energia e o Ambiente


Actualmente os problemas ambientais são muito importantes devido à excessiva utilização dos combustíveis fósseis começando pelo efeito de estufa até ao elevado teor de dióxido de carbono (CO2). Para solucionar esse problema foi elaborado o Protocolo de Quioto, no entanto os países mais poluidores (EUA e China) não o assinaram e continuam a ignorar os apelos da comunidade internacional.


A grande procura de energia não permite abandonar a utilização dos combustíveis fósseis, mas está a ser feito um grande esforço de modo a inverter um consumo exagerado, apresentando-se alternativas credíveis tais como as novas formas de energia – energias renováveis, nomeadamente a eólica e solar.


Hoje em dia está a ser feito um trabalho de forma a garantir que a maior percentagem de energia produzida através de meios renováveis e também evitando-se consumos desnecessários fazendo-se uma utilização racional da energia. Para isso a ciência continua tentar desenvolver novos métodos e processos, melhorando os materiais que por sua vez irão aumentar o rendimento energético. Esse é o caminho que muitos procuram e que foi designado de Desenvolvimento Sustentável.


O conceito de Desenvolvimento Sustentável é definido como o desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração actual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.


Portugal integrado na UE terá que se sujeitar ás politicas adoptadas por Bruxelas que se traduzem pela assinatura do protocolo pretendendo a redução global da emissão de gases de estufa em 2010 para valores inferiores em 8% aos que se verificaram em 1990, no entanto foi acordado entre os países da união europeia que os países mais desenvolvidos.


Assim sendo, as energias renováveis assumem particular relevância uma vez que permitem atenuar as emissões de dióxido de carbono e ao mesmo tempo contribuem para reduzir as importações e a dependência energética dos produtos petrolíferos, visto que a produção de electricidade a partir de fontes renováveis além de usar uma energia que não tem custos para o País uma vez que todas as outras formas de energia com alguma expressão necessitam da importação de combustíveis como são o exemplo de carvão, petróleo ou gás natural que temos de adquirir ao estrangeiro, potenciando também a criação de emprego e segurança energética.


A dependência energética que Portugal apresenta do exterior é extremamente elevada, mas devido ao Protocolo de Quioto fixou-se a meta global que Portugal em 2010, 39% da electricidade consumida deveria ser gerada a partir de origem renovável, mas não é previsível que assim seja devido a politicas conservacionistas do consumo de energia que pecam pela morosidade do processo de licenciamento nas suas diferentes fases tornando-se no principal obstáculo para que Portugal cumpra os objectivos a que se comprometeu, sendo assim é recomendável que se comece apostar na conservação de energia devendo-se intensificar a campanha de educação dos cidadãos.


Em Portugal já existem alguns mecanismos de apoio para a produção de energias renováveis e um regime jurídico que estabelece uma tarifa diferenciada para a produção de electricidade a partir de fontes de energia renovável e outro um sistema de incentivos de apoio ao investimento em projectos de produção de energia por recurso a energias novas e renováveis e de utilização racional de energia.


No nosso País, os recursos energéticos mais utilizados são a energia hídrica, a eólica, e a biomassa que já atingiram graus de desenvolvimento superiores podendo em determinadas condições ser comercialmente competitivas com os equipamentos de conversão dos combustíveis fósseis.


A energia hídrica e da biomassa são as fontes renováveis que mais tem contribuído para o consumo total de energia primária em Portugal, no entanto tem-se registado nos últimos anos a um incremento na utilização da energia eólica.


Face ao exposto, uma das soluções mais apontadas pelos especialistas em Direito do Ambiente e doutras áreas relacionadas com o ambiente passam pelo desenvolvimento sustentável, ou seja, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural fazendo um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.


O desenvolvimento sustentável tem seis aspectos prioritários que devem ser tidos como metas prioritárias e alcançáveis no curto prazo: a satisfação das necessidades básicas da população; a solidariedade para com as gerações futuras; a participação da população envolvida; a preservação dos recursos naturais; a elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas; a efectivação dos programas educativos.


O desenvolvimento sustentável tenta provocar o aparecimento de uma atitude consciente e nova nas pessoas alertando-as para a importância da Energia mas também para a importância da preservação do meio ambiente de forma a proporcionar as próximas gerações uma vida melhor.


Futuramente, além da aposta nas energias renováveis, está a ser efectuado um trabalho de consciencialização para que as pessoas se tornem mais críticas e responsáveis para a problemática da Energia e o Ambiente. Esse caminho chama-se Desenvolvimento Sustentável e é neste momento uma prioridade de forma a poder proporcionar às gerações vindouras melhores condições de Vida.


Concluindo, hoje mais do que nunca a preocupação com o meio ambiente é muito grande, mas como quase tudo na vida ainda tem de ser percorrido um longo caminho de forma a conciliar a necessidade de produção de energia e o seu consequente consumo e a defesa da Natureza.